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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Do Que Vale.



Agora me pergunto se eu sei amar
Sera que tudo o que eu senti foi mentira?
Sera que eu queria era mesmo aprisionar alguem pra mim?
Meu egoismo me impediu de compartilhar.
E agora?
Do que vale sofrer pelo o que eu chamava de tanto
Sendo que agora o que resta é só um aperto no peito
Vendo que o amor sempre esteve à milhas daqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Elo.


O casal estava sentado na verde grama do parque, abraçados, e ouvindo todo o silencio da estrelada noite de sabado. Se comunicavam em olhares e beijos interminaveis, a luz das estrelas abençoara aqueles corações com o amor, um amor que é dificil de se ver hoje em dia. Uma leve brisa passava pelo lugar e balançava as arvores e os cabelos da garota, ela era linda, seu sorriso, seu olhar apaixonante. O rapaz tinha uma aparencia selvagem, ao mesmo tempo romantica, tinha cabelos longos e brincos, mas contemplava as estrelas como um filhote que observa a mãe caçar. Um carro passou pela rua que atrevessava o parque "acordando" os dois e com uma voz de veludo a garota quebrou todo o silencio.
- O que é o amor afinal? Disse que os olhos fixos do rapaz. Ela tinha o rosto sereno, não se importava muito com a resposta dele. Na face do rapaz pairava a duvida, o que era o amor? Um simples sentimento? Não. Ele sabia que não era um simples sentimento.
- Sweet - Era o jeito carinhoso que ele usava para chama-la - Eu não entendo muito de amor, eu simplismente o sinto. Mas o amor é verdadeiro quando simplismente nos sentimos fascinados pela outra pessoa, dia a dia, sorriso a sorriso. Amor não é simplismente sair se pegando por ai, é algo que vem de dentro, uma sensação de paz quando se esta com a pessoa amada. Você...
Ela não deixou ele acabar, logo o abraçou com lagrimas nos olhos. Era tudo o que ela queria ouvir, o amor não era um simples sentimento ou algo carnal. Mesmo ela deitada em seu peito ele continuou a falar.
- O amor não passa de uma amizade de um jeito melhorado. Onde podemos compartilhar, discordar, tudo como amigos, e ainda desfrutarmos de algumas regalias.
Ambos riram. Aquela foi a noite mais magica na vida deles, como a proxima foi a mais magica e tudo foi sempre melhorando e nem a morte pôde separar o amor daquele casal.

domingo, 23 de maio de 2010

Mais nada a se buscar...



Pamela era ruiva, tinha a pele clara e algumas sardas no rosto. Tinha um andar cabisbaixo, sempre olhando para o par de tenis colegial que usava. Era uma vida completamente parada, estudava e voltava para casa, sua vida não tinha sentido algum. Aqueles dias de provas a deixaram extressada, para esfriar a cabeça Pamela foi até o parque, que ficava bem proximo a sua casa. Entrar no parque era entrar em um paraiso, la não se ouvia carros, gente falando ou algo do tipo, era o simples silencio misturado ao cantar dos passaros. Andando lentamente por entre os eucalipitos Pamela cantarolava tristes musicas com uma voz aveludada, ali dentro a felicidade estava mais proxima, mas não ainda com ela, a busca incanssavel pelo o que ela achava que era felicidade a fez uma garota triste, de expressão gótica. Sentou-se em um pedaço de grama e começou a pensar coisas como " O que é o amor?" " O que é felicidade?" e todos os questionamentos que algumas garotas da idade tinham, com sua mão extremamente palida pegou uma folha seca e escrevou com o dedo indicador a palavra amor.Levantou-se com lagrimas nos olhos e voltou a caminhas pelo parque, os raios de sol entrevam por entre as arvores e iluminavam os caminhs da estreita estrada de tijolos, carregando seu corpo foi até ter uma visão, a mais bela e surreal que ja teve em toda a sua vida. Ficou atonita ao ver algo de tamanha perfeição em suas linhas. Usava um longo cabelo loiro esvuassante que ia para o lado de acordo com o vento, usava uma camisa com gola V , uma calça jeans escura e um tenis old-school. Tinha olhos verdes bem claros e uma magia que não deixava que Pamela tirasse os olhos do rapaz.Ele levantou, tinha um andar felino e olhava para ela com segurança, as pernas de Pamela tremiam e ela não conseguia ter uma ação, o rapaz, o qual nome nunca soube, foi em direção a ela e chegando perto Pamela baubiçou algo que não dava para entender, o rapaz só tocou os labios dela com os dedos e segurou a mão de Pamela e foram andando pelo caminho que parecia interminavel, Pamela não conseguia tirar os olhos dele, até tropessando algumas vezes, o rapaz olhava fixamente para frente, se olhava para Pamela era de um jeito desfarçado demais para ser percepitivel, andaram e andaram sem dar uma palavras, só havia o canto dos passaros e o barulho das passadas do casal. Finalmente eles pararam. Pararam em uma grande clareira que Pamela nunca vira no parque, de pé olhando nos olhos dela o rapaz disse palavras que Pamela não entendeu, estava ipnotizada pelo olhar dele, então o rapaz fez uma leve pressão apertanto as mãos dela puxando-a e aproximando os seus labios.
Pamela acordou, deitada em sua cama, foi tudo um terrivel sonho, no fundo de seu coração sabia que nada daquilo era verdade, que nada daquilo poderia acontecer com uma menina como ela, principes não existiam, eram todas histórias para iludir pobres garotas a procura de alguem perfeito, era tudo mentira. Pegou um relogio e jogou contra a parede do quarto e relogio se espatifou quebrando em mil pedaços, logo começou a chorar, chorou até tomar uma decisão que pensou por muito tempo fazer mas nunca teve coragem para faze-la, mas não havia mais sentido, não havia por quem viver, não havia nada a se fazer a não ser acabar com todo aquele sofrimento que estava contido em uma só pessoa, deixara de acreditar em amor havia anos, deixara de ver o lado das coisas positivas, a maioria das pessoas eram tinham vidas felizes com momentos tristes, mas predominantemente felizes, ja Pamela não, tinha uma vida triste, onde a tristeza dominava sua mente. Abriu a janela do quarto e olhou para baixo, lembrou-se de uma musica que dizia " Faz de conta que é um livro com um final feliz", não, não podia haver final feliz. Houve um estrondo, depois vozes espantadas, em um lapço de consiencia Pamela viu o rapaz, deitado ao seu lado.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Á Frente.


Estava sentado em um tronco no meio de uma floresta de eucalipitos, vestia um sobretudo negro e calça jeans, tinha uma rosa em suas mãos e retirava suas pétalas com uma delicadeza unica, era de empressionar uma figura tão sólida daquela segurando uma rosa. Sua pele era branca como mármore, olhos felinos e cabelos loiros, quase brancos. Não era belo, mas tinha um encanto natural, algo do tipo exótico. Como um raio ele levantara, com suas pesadas botas, pendia o andar para esquerda. Tinha o olhar fixo em um ponto aleatório e com um grave sotaque alemão quebrou o silencio:
- Que me olhas tanto rapaz?
Os pássaros voaram, o silêncio voltara a clareira da floresta, seus olhos verdes cristalinos fitavam-me com inexpressividade. Como ele me vira? u estava entre os galhos e não tinha feito nenhum barulho.Meu coração batia forte, seu olhar era quase um convite para a morte.
- Eu só estava passando e vi o senhor. - Respondi gaguejando e me atrapalhando em palavras. Ele ainda me fitava, mesmo com a minha resposta, que não parecera convincente, eu temi que ele fosse algum tipo de assassino ou psicótico, desses que nós vemos na TV. Ele voltou o olhar para o mesmo lugar de antes, e caminhou, suas passadas pesadas faziam as secas folhas de outono caidas no chão estalarem, abaixou-se e pegou uma flor e sem olhar para mim ele disse:
- Sabe o que é isso rapaz?
- É um dente de leão, certo?
- Sim. - Respondeu e soprou a flor, todas as suas petalas voaram, ele voltou o olhar a mim e continuou. - Assim é a vida, um simples sopro e ela foge de nossas mãos.
Naquela hora eu ja estava rezando, aquelas palavras realmente me fizeram crer que ele era um serial-killer maluco, eu simplesmente não sabia o que responder, era uma afirmação que não tinha réplica. Um acesso de coragem veio em mim, mesmo com minhas pernas tremendo.
- O que quer dizer com isso?
Ele esboçou um leve sorriso, deu dois passos em minha direção, mas como viu que eu me assustei ele parou, e começou a falar:
- Não entendes o que eu digo? Pensei que fosse um rapaz observador. Então, quando eu disse que a vida pode fugir com um sopro, eu não digo que a sua vida aqui na Terra some, mas sim sua essencia. Essa é palavra! Essencia.Você vira simplismente mais um rosto na multidão. Eu vi lugares sendo destruidos e depois reerguidos, vi pessoas matando e morrendo, e tudo isso for pela falta de felicidade delas.Só há um jeito de alcançar a felicidade.
- Que jeito então é esse? - Eu não entendia mais nada, eu achava que ele estava drogado, não parecia dizer coisa com coisa.
- Sorrindo. O sorriso é o raio de sol que ilumina sua alma.- Aquelas palavras não faziam sentido pra mim, mas de um jeito ou de outro mudaram minha vida.