sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Três Pontos

Tanto faz
Segundos, minutos, semanas, meses, anos
São todos criados por nós, humanos
Mas o que eu sinto não é humano
Vai muito além...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Realidade.

Não era uma noite tão diferente das outras, parecia tão normal quanto, no mais, era só um ano que deixava de existir e o começo de outro, datas fúteis que seres humanos celebram. Segundo, minutos, horas, dias, meses, anos... Todos sem sentido algo, mas eu estava naquele lugar, cercado por um mar de gente, um pingo em meio a sorrisos alcoolizados e casais apaixonados. Procurando por um lugar menos agitado, achei um canto escuro à beira do rio, parecia convidativo para dias de solidão, mas naquele dia, mesmo estando junto à pessoas que eu realmente gostava, e que até amava, aquele canto me convidou, e as palavras fluíram de modo natural, alias, já tinham se acostumado às minhas insanes nesses tempos.

- Vamos ali um pouco? Indaguei com a minha face original, como eu disse, perguntas estranhas e palavras sem sentido eram normais para mim.

- Por que? Com um expressão estranha, ela perguntou.

- Sei La – Disfarcei com um sorriso – Rapidinho. – Sorri de novo.

Ao chegar ao tão esperado “canto” vi que não se passava de um lugar qualquer, que eu já tinha visto, e até ficado ali por algum tempo, mas, daquela vez parecia um tanto especial. Eu admirava as estrelas de modo fascinado, até que a voz suave, porém, transtornada cortou o pseudo- silencio.

- Por que estamos aqui ou? – Sua informalidade já era uma marca registrada.

- Não sei, só foi algo que eu quis fazer, só mais um pouco desse silencio pessoal, ok?

- Ta ué! – Sorriu de um jeito até sem graça.

Minha atenção logo retornou para as estrelas, que brilhavam de jeito diferente, eu nunca tive fascínio por elas, mas naquele dia, elas tinham se tornado quase uma razão para estar ali, até que vi uma delas, que pareceu dar uma piscadela para mim, digo como se ela fosse uma pessoa, baita insanidade!

- Viu aquilo? – Perguntei, ainda querendo saber se eu tinha visto algo.

- Viu o que?

- Nada, vamos encontrar o pessoal.

Depois daquele momento, eu sabia que era real.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Cartas ao vento, garrafas ao mar.

Dia qualquer de um ano qualquer, em um lugar qualquer. Alias, poderia até dar a localização geografia de onde estou, ou algo parecido com isso, mas seria, no mínimo inútil apresentar isso à você, pelo menos por enquanto. Enfim, não há um motivo exato para estar escrevendo cartas e jogando pela pequena janela, afim de que alguma insana alma ache-a e, faça o que dever fazer, só não me pergunte o que. Afinal, porque não começar dizendo meu nome, na teoria eu deveria ter um, mas com o passar dos tempos, depois de perder as contas de ver a grama branca e depois verde, se perde realmente a necessidade de um nome concreto, mas como, pessoas normais precisam deles, chamem-me de Arthur, não só por ser meu nome de batismo, mas também pelo fato de eu não ter achado não muito melhor como um nome, ou um pseudônimo. Ah, paremos de besteiras, quem liga para um nome, minha palavra não vale nada mais do que um encarcerado, mas um encarcerado digno, devo dizer à você! Agora, deixe-me descrever o pequeno lugar onde estou, não é nada mais do que um quadrado de 2x2 metros, uma cama e uma mesa com uma cadeira, algo que era para ser uma porta, mas foi trancada com tábuas e pregos por mim mesmo, à mando de não sei quem. Todo o que eu tenho vem da pequena janela que fica logo acima da minha cama, que, na ponta dos pés, eu posso ver, um alto morro, onde a grama ora fica branca, ora fica verde, e ora florida. Aqui dentro não há mais tempo, nem dia, nem noite, tudo o que eu vejo é a mesma imagem da elevação, que eu batizei como Junior, por motivos que nem eu sei. Enfim, falta-me o Necessário, explicarei depois o que vem a ser o mesmo, mas por enquanto, fico por aqui.
Adios!

domingo, 12 de dezembro de 2010

O que eu poderia dizer?

Empatia, simples. Um olhar, um sorriso.
Não são simples marcas de um vida
São desenhos nas nuvens de chuva
Sem banalidade, só a sua importância
E quem liga para um fim e o um começo?
Tanto faz o nunca e o sempre
O que importar é você, hoje, aqui, não muito longe.
Amor, amizade, sorriso, musica, olhos
Inteligência, medos, pseudo-depressão
Nua e crua repetição
Clichê um tanto televisivo, mas
Eu te amo
Não, Não!
Palavras não são suficientes para mostrar isso
Delete esse clichê de eu te amo
E só olhe em meus olhos mais um dia
Assim eu encontro a salvação.