Por favor amarrem-me ao chão
Não quero mais voar
Mundo real, onde estas?
Enfim, isso soa clichê
Tão clichê quanto minhas lágrimas de sangue.
domingo, 19 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O Virus.

Atravez da janela do quarto eu só podia ver ao longe as montanhas, tão verdes como só elas podiam ser, e o horizonte, que sempre era azul, as vezes com nuvens, as vezes sem. Se minha velha memória não falha eu era moço ainda, de pouca idade, tinha quase nada que pudesse hoje fazer um moço feliz, mas o "nada" ja era tudo, eu tinha um sorriso, um violão velho e a visão da janela do meu quarto. Então, em um dia, decidi sair de casa, deixar as velhas notas para traz, a visão da janela de lado, resolvi olhar com outros olhos para o mundo, ao ver aquelas montanhas eu via uma barreira à escalar, eu via uma montanha a derrubar, eu achava que tinha algo depois delas, realmente e infelizmente tinha. Sendo assim, coloquei minha melhor roupa e munido somente de algumas palavras, que nem eram boas, fui até a montanha. No caminho eu passei por algumas dificuldades, andei bastante, quebrei pedras pelo caminho e levei-as nos ombros, ao chegar la, despejei tudo em cima dos grandes homens que guardavam o caminho, nada aconteceu, então, eles com aquelas palavras frias como o vento gélido do Alaska me disseram que aquele era caminho de poucos e que até aquela hora eu não tinha permissão de passar. Tomei outra estrada, essa foi bem facil de chegar ao outro lado, mas ao chegar ao outro lado das montanhas, eu vi uma cidade abastada, uma cidade embidecida em uma peste, zumbis erguendo bandeira sem saber o que estavam fazendo, Óh Deus, exclamei, e disse à mim mesmo (pois todos os outros eram zumbis) que nunca iria me tornar como eles, ao olhar ao horizonte não vi o céu azul, mas sim um céu verde, com um rosto estampado, era algo medonho, o contraste entre o cinza da cidade e o verde do céu, onde números e rosto de pessoas "importantes" se misturavam, mesmo com minha jovinal coragem eu tinha medo. Andei portanto pela cidade, tentando alcançar o final dela, la estava o que eu procurava, onde desembocava todo o verde, toda a beleza e todo o prazer. Mas não consegui, ceguei - me por olhar demais, à lugar nenhum, na verdade, tinha um lugar, o final da cidade, mas quanto mais eu andava, mais longe ficava, meu desespero tremendo deixou minha carne exposta ao virus, minha carne que antes reluzia no cinza se tornara exatamente como ele, e logo o virus atacou com mais força, fazendo de mim logo um dos zumbis, mesmo assim eu ainda tinha uma parte jovem, daquele garoto que olhava pela janela, então não parei, ja que eu ja estava contraido pelo virus, decidi me impregnar mais dele, mas não fui forte para usar dele para minha morte, e assim tornei-me o que sou. Até hoje uso do Virus, a cada dia ele cresce mais em mim, a cada dia eu vejo pessoas passando em seus helicópteros para o que nós, aqui, chamamos de paraiso, mas como nunca estive la para saber, prefiro ficar por aqui mesmo, no meu mundo cinza, algumas vezes a luz entra pela janela, e me torno aquele garoto denovo, só mudam duas coisas: As rugas no rosto, e a visão, não vejo mais o céu azul, agora eu só vejo os zumbis se matando, e aqueles que tiveram uma "overdose" do Virus ficam de camarote olhando pelas janelas dos cinzas prédios...
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Devaneios.
Afundado em um corpo febril
Onde eu fui parar nisso tudo?
Minhas mudanças vieram com o tempo
Mas eu sou o mesmo
Só o mesmo.
O contraste de escuro e claro
Não faz mais sentido
Pois meus olhos ja estão fechados
Fui cegado
Talvez mais um dos meu devaneios
É assim em todas as meias-noite
Sera que ainda estou vivo?
Minha armadura caiu
Sinto o gelo frio da noite
Talvez o etilico não sirva mais pra nada
Só uma bobeiras adolecente
Em busca de prazer,somente
Em busca de minhas conquistas
Meu jogo sujo continua
Poderia culpar a todos por eu ser assim?
Fui cegado
Onde eu fui parar nisso tudo?
Minhas mudanças vieram com o tempo
Mas eu sou o mesmo
Só o mesmo.
O contraste de escuro e claro
Não faz mais sentido
Pois meus olhos ja estão fechados
Fui cegado
Talvez mais um dos meu devaneios
É assim em todas as meias-noite
Sera que ainda estou vivo?
Minha armadura caiu
Sinto o gelo frio da noite
Talvez o etilico não sirva mais pra nada
Só uma bobeiras adolecente
Em busca de prazer,somente
Em busca de minhas conquistas
Meu jogo sujo continua
Poderia culpar a todos por eu ser assim?
Fui cegado
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Versos Para Mim Mesmo
Minha cabeça dói
Alucinantemente dói
No espelho vejo algo sem vida
Preto no branco, ausência de cor
Eu sei que te perdi em algum lugar
Oi, meu eu lirico esta aqui
Mas onde eu estou?
Talvez seja mais uma face
Meus delirios não poderiam ser menores
Tédio, rotina, medo, falta de calor, humanos.
Minha cabeça dói
Alucinantemente dói
Alucinantemente dói
No espelho vejo algo sem vida
Preto no branco, ausência de cor
Eu sei que te perdi em algum lugar
Oi, meu eu lirico esta aqui
Mas onde eu estou?
Talvez seja mais uma face
Meus delirios não poderiam ser menores
Tédio, rotina, medo, falta de calor, humanos.
Minha cabeça dói
Alucinantemente dói
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Igual.
Meus dias são singularmente iguais, vejo as pessoas sempre iguais, com algumas exceções. Ja me disseram que estudamos história para aprender os erros do passado e não erra denovo, mas o que vejo é uma grande roda gigante, só a estrutura muda, mas o erro continua o mesmo, sempre iguais. Tudo bem que nós humanos somos passiveis de erro e que uma revolução cultura é utopica demais, mas vejo idiotisses se repetindo, vejo pessoas manipuladas, mesmo sendo pra ajudar em "algo bom", por isso gosto de todo meu egoismo. Minha rotina é igual, quase sempre os mesmo rostos, as mesmas frases, as mesmas (irritantes) risadas, os mesmo pesos e quando chego em casa continua tudo igual, os olhos baixos, o cabelo bagunçado, a falta de criatividade e a um turbilhão de contradições que não saem da minha mente, e sempre assim, tudo igual. Eu estou à procura de algo que somente me tire disso tudo, quero algo que simplesmente me faça acordar, que me mostre que o mundo não é um inferno angelical, que me mostre que os humanos não são uma merda, que me mostre que o problema não é comigo e sim com o resto do mundo. Perdido em uma utopia ao meu favor, porem, tudo mentira. Sempre vai ser assim, tudo igual.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
E quando eu fizer dezoito
Eu menti muitas vezes pra mim mesmo
Pesando que eu sempre continuaria daquele jeito
Mais uma vez enganado
Acho que agora só torço pra não mudar
Mas sei que mais uma vez
Vou ver um passado ridiculo
E quando eu fizer dezoito, nada vai mudar.
Pesando que eu sempre continuaria daquele jeito
Mais uma vez enganado
Acho que agora só torço pra não mudar
Mas sei que mais uma vez
Vou ver um passado ridiculo
E quando eu fizer dezoito, nada vai mudar.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Humaníssima Trindade - Piano, Ilusão, Alcool. - I

Arthur Sagioli de Souza, finos traços europeus, terno de corte simples, chapéu. Talvez seus três nomes o descrevessem muito bem, Arthur aquele que gostava de alcool, hedonista, triste por nunca alcançar o que quer. Sagioli, de seu pai, sargento da colnia, postura rigida, comportamentos corretissímos, mas coração mole. Souza, sorriso, somente um sorriso cativante. Esse era ele quando sentou-se no piano, uma ilusão transparecida nos olhos, uma postura rígida e um sorriso irônico que não saia de sua face, nem mesmo nas piores situações, achava tão cômico como tudo conspirava contra o próprio, mas não tinha tempo para devaneios românticos naquela época, seu realismo o guiava para um bar ao crepúsculo, uma prostituta à madrugada, uma ilusão ao amanhacer. Então, voltando ao piano, pediu licensa ao Sr. Manuel, seu conhecido desde os tempos de garoto, sentou-se ao velho piano que ficava encostado em um dos lados do ermo bar, uma luz morta mal iluminava o lugar, pediu a primeira dose. Ja ao piano tocou notas menores enquanto os poucos enamorados se deliciavam com as fnebres notas que saiam de seus frios dedos, em sua cabeça versos circulavam, então, entoou versos, que depois mesmo chamou de Homem-Que-Não-Sonha, versos sobre sonhos não formados, sobre decepções e ilusões. Sorveu sua dose de bebida, Arthur Sagioli de Souza poderia ser um beberrão, um Lobo da Estepe, mas sempre mantinha os bons modos, em sua postura única, como uma estátua de cera ao piano começou mais uma das suas músicas, mantinha-se impassível, a não ser seus olhos, de que saiam invisíveis lágrimas à um observador não atendo, mas eu percebi. Logo que sorveu da segunda dose levantou, comprimentou Sr. Manuel com um sorriso doce, dos mais sinceros, ele mesmo dizia " Amo a poucos, mas dos que amo sempre vou fazer do melhor, mesmo que sabendo que vou machuca-los por vezes ou outras.". Saiu pelo porta, sumiu à escuridão.
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