sábado, 15 de janeiro de 2011
Verdade: Nua, Crua e Relativa.
Memórias Quase Póstumas.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Três Pontos
sábado, 25 de dezembro de 2010
Realidade.
Não era uma noite tão diferente das outras, parecia tão normal quanto, no mais, era só um ano que deixava de existir e o começo de outro, datas fúteis que seres humanos celebram. Segundo, minutos, horas, dias, meses, anos... Todos sem sentido algo, mas eu estava naquele lugar, cercado por um mar de gente, um pingo em meio a sorrisos alcoolizados e casais apaixonados. Procurando por um lugar menos agitado, achei um canto escuro à beira do rio, parecia convidativo para dias de solidão, mas naquele dia, mesmo estando junto à pessoas que eu realmente gostava, e que até amava, aquele canto me convidou, e as palavras fluíram de modo natural, alias, já tinham se acostumado às minhas insanes nesses tempos.
- Vamos ali um pouco? Indaguei com a minha face original, como eu disse, perguntas estranhas e palavras sem sentido eram normais para mim.
- Por que? Com um expressão estranha, ela perguntou.
- Sei La – Disfarcei com um sorriso – Rapidinho. – Sorri de novo.
Ao chegar ao tão esperado “canto” vi que não se passava de um lugar qualquer, que eu já tinha visto, e até ficado ali por algum tempo, mas, daquela vez parecia um tanto especial. Eu admirava as estrelas de modo fascinado, até que a voz suave, porém, transtornada cortou o pseudo- silencio.
- Por que estamos aqui ou? – Sua informalidade já era uma marca registrada.
- Não sei, só foi algo que eu quis fazer, só mais um pouco desse silencio pessoal, ok?
- Ta ué! – Sorriu de um jeito até sem graça.
Minha atenção logo retornou para as estrelas, que brilhavam de jeito diferente, eu nunca tive fascínio por elas, mas naquele dia, elas tinham se tornado quase uma razão para estar ali, até que vi uma delas, que pareceu dar uma piscadela para mim, digo como se ela fosse uma pessoa, baita insanidade!
- Viu aquilo? – Perguntei, ainda querendo saber se eu tinha visto algo.
- Viu o que?
- Nada, vamos encontrar o pessoal.
Depois daquele momento, eu sabia que era real.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Cartas ao vento, garrafas ao mar.
domingo, 12 de dezembro de 2010
O que eu poderia dizer?
terça-feira, 16 de novembro de 2010
A dança.
Em tons de vermelho, verde, azul, violeta. No pálido branco da lua que iluminava aquele jardim, era madrugada, não posso situar a hora exata, pois também não vem ao caso, via-me como um ser esfarrapado, vestido com a mesma roupa de sempre, eu não estava em meu corpo. Uma bad trip proporcionada pelo meu excesso de álcool é o que a maioria dizia, mas eu tinha certeza que não, era algo que me fazia aproximar de Deus, de algum Deus, talvez de mim mesmo, o Deus dos Deuses. Ouvia-se a melodia que vinha do baile da casa que estava logo atrás de mim, e eu sussurrava a leve melodia, as cordas traçando melodias menores, que contrastavam com o olhar jovem a chorar na varanda. E eu repetia as mesmas palavras “Onde estas? Onde estas?” Mas não havia essência, a não ser naquela garota que chorava, era tudo vazio, inclusive meu corpo, que caído na grama eu via, eu voava. Existia algo no meu coração, digo, em minha mente, não há motivos para tantos romantismos para se falar em coração. Então, aproximei-me da garota que chorava, eu não conseguia tocar a pele, não conseguia enxugar suas lagrimas, essa noite eu dançaria sem você, dançaria com meu próprio corpo.